Olá! Antes da leitura do texto, gostaria que vocês todos dessem uma olhada no vídeo abaixo, feito por Bóris Fausto, que explica muito bem, o contexto da República Velha no Brasil.
Proclamação da República, tela de 1893 pintada por Benedito Calixto.
A proclamação da república, em 1889, gerou uma grande
expectativa em torno da criação de um novo regime, que promovesse ascensão
política, social e econômica, da população marginalizada até então, que viviam em situações precárias,de educação, saúde, esquecidos, excluídos da sociedade. No entanto
mesmo com o episódio da libertação dos escravos um ano antes da proclamação da
república, ficou claro que na realidade, o novo regime veio a favor das classes
responsáveis e interessadas em seu acontecimento, os cafeicultores e militares.
Apesar de ampliar o acesso á chefia do Executivo,
antes restrito a membros da família real, e de mudar o critério de seleção de
eleitores, o sistema político se apresentava tão excludente quanto era sob o
regime imperial.
Em relação a estes fatos, escreve assim, José Murilo de
Carvalho:
“Sendo função social antes que direito, o voto era concedido
àqueles a quem a sociedade julgava poder confiar a sua preservação. No Império,
como na República, foram excluídos os pobres (seja pela renda, seja pela
exigência da alfabetização), os mendigos, as mulheres, os menores de idade
[menores de 21], as praças de pré (soldados e marinheiros), os membros de ordens
religiosas. Ficava fora da sociedade política a grande maioria da população.A exclusão dos analfabetos pela Constituição republiana era particulamente discriminatória, pois ao mesmo tempose retirava a obrigação do governo de fornecer instrução primária, que constava do texto imperial. Algumas
mudanças, como a eliminação do Poder Moderador, do Senado Vitalício e do
Conselho de Estado e a introdução do federalismo, tinham sem dúvida inspiração
democratizante, na medida em que buscavam desconcentrar o exercício do poder.
Mas, não vindo acompanhadas por expansão significativa da cidadania política,
resultaram em entregar o governo mais diretamente aos setores dominantes, tanto
rurais quanto urbanos.”
(CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados. O Rio de
Janeiro e a República que não foi. 3ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras,
1989. pp. 43-46.)
A legislação da época, portanto, teve grande influencia no processo de exclusão social, pois, era delegada de acordo com os interesses do governo, que por sua vez, era constituído pelas elites da época, que utilizavam as forças do governo para atingir seus objetivo, e nestes não constava ter uma população que tivesse o pleno exercício de sua cidadania.

Na charge de Storni para a revista Careta (1927), uma das
mais famosas fraudes eleitorais da Primeira República, o voto de cabresto,
recebe a devida crítica. O eleitor recebia um papel com o nome do candidato
escolhido pelo coronel da região, e apenas o depositava na urna.
VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione,2012.
http://novahistorianet.blogspot.com.br/2009/01/republica-velha.html
http://www.brasilescola.com/historiab/rebelioes-na-republica-velha.htm
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http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/a-natureza-excludente-republica.htm
http://historia.ricafonte.com/textos/Historia_Brasil/Rep%C3%BAblica/Rep%C3%BAblica%20Velha%20Conferida%20exe.htm
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/charge-do-mes/as-proximas-eleicoes-de-cabresto
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